Sobre
Minha história não é apenas de sucesso, mas também de recomeços.
Muita gente chega em mim achando que eu vim de uma vida arrumada. Não vim. Eu vim de decisões que eu tive que tomar quando quase nada estava no lugar.
Eu sou Adriana Ricci, mas quase todo mundo me chama de Drica.
Eu nasci em Guarulhos e passei a infância em São Paulo, numa casa de um quarto só — dividido entre eu e os meus pais por uma cortina. O meu sonho de menina era ter um quarto meu.
Foi uma infância de dois lados. De um, muitas lembranças boas com avós, tias e primas. De outro, períodos de ausência, muito trabalho e algumas desavenças dentro de casa.
Hoje, adulta, consigo olhar para aquela história com mais compreensão. Sei que os meus pais fizeram o melhor que podiam, com os recursos e a realidade que tinham.
Não me lembro de momentos frequentes de oração em família, nem à mesa nem antes de dormir. A fé existia, mas ainda não fazia parte da rotina da nossa casa do jeito que faria mais tarde na minha vida.
Por volta dos treze anos a gente se mudou para São José dos Campos, atrás de uma oportunidade do meu pai. Casa maior, carro melhor, escola particular. Foi a primeira vez que eu vi dinheiro mudar a vida de uma família de dentro para fora.
Aos dezessete, o primeiro trabalho
Em 1999, aos dezessete anos, eu comecei a trabalhar: um estágio numa empresa pequena, enquanto eu cursava o primeiro ano da faculdade. Fiquei ali cerca de um ano — e foi nesse primeiro trabalho que eu conheci o Sergio.
Primeiro veio a amizade e a admiração. Depois a gente percebeu que era outra coisa. Namoramos cerca de dois anos, ele me pediu em casamento de surpresa — reuniu família e amigos — e ficamos quase dois anos e meio noivos, comprando o primeiro apartamento e organizando a vida para casar.
O que sustentou a nossa relação desde o começo foi uma coisa só: conversa. Quando a gente perdia a conversa, a sinceridade e a transparência, entrava em crise. Quando recuperava, ficava forte de novo. Isso vale até hoje.
Uma carreira construída no banco
Nos anos 2000, eu entrei no Banco Itaú. Foi ali que construí a minha carreira no mercado financeiro.
No banco, montei a minha primeira carteira de clientes e aprendi, na prática, o que era um plano de carreira. Foram oito anos de muita evolução profissional e crescimento. Muito do que depois me preparou para empreender eu aprendi ali.
Foi uma fase importante da minha vida profissional, de aprendizado, responsabilidade e construção.
Eu saí do banco grávida
Em 2008, depois de oito anos de carreira bancária, eu saí para abrir a minha própria empresa — com cinco meses de gravidez da minha primeira filha.
Não foram duas decisões. Foi uma só. Eu virei empresária e mãe no mesmo movimento, e os primeiros anos foram de medo. Eu chegava em casa cansada e preocupada, e encontrava um bebê sorrindo. Era alívio e cobrança ao mesmo tempo.
Na gravidez do segundo, a empresa começava a melhorar — e aí veio um golpe financeiro grande, dois meses antes de ele nascer.
No meio disso tudo, eu perdi o meu pai.
Eu cria na cura. Precisei entender a morte como uma outra forma de cura — não aqui, mas junto de Deus. Foi uma das primeiras vezes em que a minha fé foi testada de verdade.
E eu preciso dizer uma coisa que não é confortável: eu fui bastante ausente na primeira infância dos meus dois primeiros filhos. Eles passaram muito tempo com avós e com babá enquanto eu trabalhava. Isso é parte da história, e eu não vou contar diferente.
Muitas vezes a prosperidade passa por noites escuras até que ela chegue pra nós.
O ano em que eu quase não dei conta
Em 2021 o meu casamento entrou na crise mais dura que a gente já viveu. Eu estava magoada. Cheguei a perguntar a mim mesma se eu ainda queria continuar.
O que eu fiz foi pedir um milagre. E eu acredito que Deus tratou nós dois com carinho até a restauração chegar.
Foi a partir dali que a minha fé deixou de ser participação e virou relação.
Israel, e uma água que eu não esperava
Em 2023 a gente foi a Israel. Passamos pelo Egito, pelo Mar Vermelho, pela Terra Santa — os lugares do nascimento, da vida, dos milagres, da morte e da ressurreição de Jesus.
Eu já estava grávida, e ainda não sabia o nome que ele teria.
Aí a gente passou pelo lugar ligado à anunciação — onde o anjo Gabriel aparece a Maria. E eu simplesmente soube. Ele se chamaria Gabriel.
No Rio Jordão a gente se batizou. Sem pastor, sem líder: eu batizei o Sergio e o Sergio me batizou. Para mim aquilo foi a coroação da nossa relação e a cura das mágoas que tinham sobrado.
O Gabriel nasceu nos Estados Unidos, longe da rede de sempre, com a nossa família nuclear mais junta do que nunca. Foi lá também que a gente conheceu a Lagoinha — e que eu passei a entender a Palavra de um jeito que eu não entendia antes.
Quando Gabriel nasceu, ele encontrou uma mãe diferente daquela que eu era quando Nicole e Vinícius nasceram. Mais presente. Mais inteira. Não é que eu os amasse menos — é que eu ainda não sabia estar do jeito que aprendi depois.
Como isso virou método
Em maio de 2026 veio um convite para eu falar sobre prosperidade e finanças para mulheres, na Lagoinha. Eu disse ao Sergio que queria fazer diferente de tudo que eu já tinha feito: eu queria colocar Deus no centro do assunto.
E aí a ligação apareceu sozinha, porque ela já era a nossa vida. A gente já tinha vivido as três combinações: muito dinheiro e nenhuma paz; família de pé e finanças no chão; muita igreja e casa desarrumada.
Só o equilíbrio dos três dá a sensação de estar inteira. Fé sustenta. Família é o para quem. Finanças é a prática.
Hoje, na minha casa, a gente ora ao acordar, antes de dormir e nas refeições. Os meus filhos pedem a bênção. Não é performance — é o que sobrou de tudo isso.
Drica
O que sustenta o que eu falo
Três coisas que eu não separo
Fé
Para mim, fé não é discurso: é prática de casa. É a direção que vem antes da decisão — e é o que me impede de achar que eu resolvo tudo sozinha.
Família
É o meu porquê. Ou, como eu costumo dizer, o meu para quem. É por eles que eu aprendo a dizer não, e é com eles que as decisões precisam ser conversadas.
Finanças
Dinheiro é comportamento antes de ser planilha. Decidir antes de gastar, separar antes que sobre, e olhar de frente o que dói olhar.
O porquê e o para quem
Se faltar um porquê forte, tenha o seu para quem.
Essa é a frase que mais me pedem depois de uma palestra. Ela não é sobre motivação: é sobre destino. Quando eu não consigo sustentar uma decisão difícil pelo motivo, eu sustento pela pessoa.
É por isso que eu não trato dinheiro como assunto de escritório. Dinheiro é assunto de mesa de jantar.
Se faltar um porquê muito forte para você fazer isso, eu quero que você pense no seu para quem.

Viva Inteira
O que eu vivi virou método
O Método 3F é a forma organizada disso que você acabou de ler: três pilares, ferramentas simples e um jeito de praticar em casa.